Os alimentos carregam energias que passam por todas as etapas de sua criação. Neste texto, Mari Scaldini conta como ela percebe esses nutrientes e sutilezas que às vezes são invisíveis para nós.

ciclo alimentos

Hoje eu reconheço, valorizo e agradeço por todo ciclo fechado na alimentação. Mas nem sempre foi assim. Compartilho aqui uma minúscula parte desse rico universo, que ao despertar a minha curiosidade, também me gerou muitas reflexões transformadoras sobre o ciclo do alimento.

Tudo começou numa época em que eu estava super envolvida com a Agrofloresta de Inkiri Piracanga. Eu tinha feito um ciclo de cultivo (preparação de solo, plantio, manutenção e colheita) de alimentos usando as técnicas da Agricultura Sintrópica. 

Passei 4 meses estudando a vida do solo, o papel dos microrganismos e dos diferentes nutrientes que tornam o solo um ser vivo. Estava encantada com sua capacidade de proporcionar diversos alimentos sadios, que crescem com muita luz e livres do ataque de insetos (aquilo que na agricultura convencional nós chamamos de pragas).

Experimentei o famoso crossfit da Agrofloresta. Passei mais de um 1 mês carregando mais de 6 carrinhos de mão com terra adubada num percurso de 1 km de areia de praia. Depois disso eu não via mais sentido em financiar um sistema competitivo de produção de alimentos.  

Percebi como era desumano não valorizar a energia das pessoas que preparam e transportam a cobertura de solo, abrem covas, carregam mudas e plantam sementes debaixo do sol ou da chuva de todo dia. Assim, aprendi na prática a valorizar o pequeno produtor e agricultor familiar, que há tantos anos e gerações se dedicam produzir alimentos para nós. 

Além do esforço físico, percebi também que esse trabalho envolve muita energia emocional e amor das pessoas, que se dedicam para construir um solo e meio ambiente saudável para os alimentos nascerem. Entendi que sem um micro ecossistema equilibrado, não dá para existir uma colheita abundante e gostosa. 

Aqui nós estamos sempre observamos as camadas sutis de energia, então quando realmente coloquei a “mão na massa”, foi bastante natural observar como todas essas etapas carregam energias que nos preenchem de amor e vitalidade. 

Compreendi que esses alimentos nos permitem acessar camadas mais profundas de nutrição. Eles estão alimentando todos os nossos corpos sutis com energias limpas e cheia de luz. Eles nutrem cada uma de nossas células com a corrente energética de toda a Terra. Podem carregar entusiasmo, positividade, alegria e energia de alta vibração. E, claro, são muito mais saborosos.

Hoje sinto um enorme prazer em fazer refeições simples, nutritivas e verdadeiramente e deliciosas. Agradeço ao universo e a energia divina que também está nos alimentos. E, por fim, entrego as sobras dos alimentos para a compostagem ou para as galinhas que vão novamente preparar e alimentar um novo solo rico em nutrientes. 

Fechar o ciclo dos alimentos dessa forma é uma forma de garantir a contínua produção de comida de qualidade!

Você consegue visualizar esse ciclo? Experimente reconhecer os ciclos que fazem parte da sua vida também. Para qual tipo de ciclo você dedica sua energia?

Texto de Mari Scaldini