kombi
Os facilitadores Flor, Jana e Fred (embaixo) e as universitárias Duda, Thay, Julia e Maria no alto de uma das kombis Inkiri que as levava para o Caubi

Na última edição do programa da Universidade Inkiri, o grupo do segundo trimestre colocou em movimento um projeto com os moradores do Caubi, povoado localizado a 8km da ecovila de Piracanga, na Península de Maraú (Bahia). O texto abaixo, produzido pela própria Uni, conta um pouco mais sobre como tudo se deu.

Tudo começou com um sonho
Muitos dos moradores do Caubi colaboram com o Sonho Inkiri, estão no Centro Inkiri Piracanga todos os dias e são parte fundamental da construção e dos experimentos que fazemos aqui no dia a dia. Ao servir em diversos projetos Inkiri, os participantes da Universidade Inkiri, a “Uni”, convivem diretamente com eles. Foi a partir daí que surgiu um novo sonho coletivo, em que algumas alunas da Universidade quiseram estreitar o relacionamento com os moradores do Caubi. O sonho se tornou um projeto e então as meninas se empoderaram, e começaram a colocar seus dons e talentos a serviço.

Sonho. Projeto. Ação.
Uma vez por semana, as universitárias que estavam no segundo trimestre do programa, Maria, Maite, Duda, Julia e Thay, saíam do Centro Inkiri Piracanga rumo ao Caubi. Todos os sábados, organizavam oficinas diversas como corte e costura, aulas de dança, contação de histórias, entre outras. Perceberam que a atenção maior era das crianças e jovens, e assim o foco foi estabelecido.

O Universo atende ao pedido de uma jovem
Maite, que ainda estava no primeiro trimestre e teoricamente não poderia participar do projeto nos contou que, literalmente, por motivos de forças maiores e muita vontade, conseguiu participar desde o primeiro encontro com as crianças no Caubi. A programação para o primeiro dia foi danças circulares e forró, mas ela percebeu que nenhuma das crianças estava empolgada com aquilo, além de estarem super tímidas e introspectivas, afinal, nunca tinham visto as jovens da Uni.

img_9403
As universitárias Maite e Duda com as crianças do Caubi

Laços começam a se formar
Maite conta que havia ali um palco: “Comecei a puxar as crianças para brincar de American Idol, sentamos todos como público, e aí cada um levantava e se apresentava. E isso foi muito legal, elas amaram. Elas se expressaram, riram. E eu voltei no segundo, terceiro e todos os outros encontros que houve”.

Maite percebeu que conseguiu cativar as crianças com seu jeito mais espontâneo e divertido, e ai veio um “PLIM!”: “Cara, por que que eu não vou de palhaço? Eu vou de palhaço. E, assim, no próximo encontro, eu e a Thay fomos vestidas de palhaças. Chegamos interagindo, passamos de casa em casa chamando as crianças pra rua, fazendo improvisação e vimos o quão lindo foi para elas nos verem como palhaços. O palhaço me ajudou muito, não era eu, era a Mailala, minha palhaça. Não fiz o que eu normalmente faria como Maite”.

“Eu senti todo o amor das crianças, eu estava lá por eles, mas eu recebi muito mais do que eu dei, eu dei o meu melhor e ia embora querendo voltar. Sempre muito motivada, pois eu sabia que elas estariam nos esperando e quando voltávamos, elas gritavam: ‘Mai você veio! Você prometeu e veio!’”

O amor como um laço
A cada encontro, as meninas sentiam o vínculo entre elas e as crianças aumentando. “Eu chegava com as crianças gritando e pulando no meu colo”, conta Maite.

Foram seis encontros no total do projeto, número que possivelmente deve aumentar pois Maite, que hoje está no segundo trimestre da Uni junto com mais alguns amigos, já decidiram  se dedicar para que esse projeto seja expandido e que muitas outras crianças possam se divertir com a sua palhaça Mailala e o que mais os novos universitários queiram agregar.

img_9401-2


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *