O grupo de Contação de Histórias do Espaço Cultural das Rosas resolveu inovar no seu último projeto. Com muito humor, amor e uma pitada de esperança, escreveram uma história que toca adultos e crianças, sensibilizando sobre o nosso papel no cuidado das águas.

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O grupo de Contação de Histórias em umas das apresentações no Açaí do Mar

“O Extraordinário Causo das Águas da Dona Bana Nilda” narra a história de Bana Nilda, uma das plantas que compõe o círculo de bananeiras que limpa a água de um vilarejo à beira mar. Junto com sua amiga italiana Bana Nonna e uma outra argentina Banana del Plata, ela tem que enfrentar o desespero de Seramidas, uma visitante que não consegue se adaptar ao uso de produtos biodegradáveis.

“Nossa ideia surgiu ao observar que as pessoas que visitam Piracanga e não seguem os acordos de usar apenas produtos 100% biodegradáveis não o fazem por maldade, mas sim por falta de consciência sobre a gravidade do tema. É um hábito muito enraizado na nossa sociedade e queríamos encontrar uma forma de sensibilizar tocando o coração”

Pedro Camilo, membro do grupo de Contação de Histórias

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Da esquerda para a direita: Pedro Camilo, Samille Sousa, Carlos Amaral, Santiago Lingurini, Diana Paris e Rael Godoy

Com isso o grupo resolveu criar uma história que tivesse um humor que agradasse não apenas as crianças mas também os adultos. Jogando com muita comicidade, um pouco de acidez e ironia direcionadas a serviço da transformação, o grupo conquistou o público.

“O que fizemos foi escancarar os problemas, rir deles e jogar luz nas contradições entre o que dizemos e o que fazemos. Não faz sentido uma pessoa vir para uma Ecovila e não cuidar da natureza. Não faz sentido uma pessoa querer se melhorar internamente e não respeitar a saúde dos outros. Não faz sentido a vaidade ser maior que a compaixão. O resultado são muitas risadas, muita identificação com as situações da história e, consequentemente, muita transformação”complementa Pedro

As crianças de Piracanga se divertem com as personagens da história
As crianças de Piracanga se divertem com as personagens da história

A história já foi apresentada quatro vezes em menos de um mês em Piracanga e deve continuar a ser apresentada para cada grupo que vem para algum curso ou retiro.

O grupo de Contação de Histórias surgiu em 2015 como um projeto para as crianças de Piracanga. A história de Bana Nilda marca o início de uma nova fase do projeto, que pretende criar e contar histórias com temas de Piracanga. O grupo tem o objetivo de descobrir, explorar e desenvolver novos talentos contando histórias que sensibilizem os outros manifestando tudo que toca o nosso ser.

Os adultos riem, se entreolham e se identificam com as dificuldades de Seramidas ao abandonar os produtos não biodegradáveis.
Os adultos riem, se entreolham e se identificam com as dificuldades de Seramidas ao abandonar os produtos não biodegradáveis.

Nessa nova fase, o grupo apoiado pelo Espaço Cultural das Rosas também se prepara para dar vida ao primeiro “Encontro de Contação de Histórias e Poesia”, abrindo as portas através das quais o público de fora participa dessas criações durante cinco dias. Permeado por música, dança, teatro, artes visuais, meditações e vivências de autoconhecimento, o encontro acontecerá em fevereiro, entre os dias 10 e 14.

Para saber mais sobre o Encontro de Contação de Histórias e Poesia, clique na imagem.
Para saber mais sobre o Encontro de Contação de Histórias e Poesia, clique na imagem.

7 comments to “Contação de história aumenta consciência no cuidado das águas

  1. Adoro esse trabalho de contação de histórias, eu sou nascido em Ilhéus, comunidade de Carobeira, fui criado em volta de uma fogueira, vendo e ouvindo meus ancestrais contando histórias. Muito bom mesmo! Parabéns pela iniciativa! Estarei torcendo para que esse grupo prospere infinitamente.

  2. Surge como otra instancia de cuidado que disminuye costos y aumenta la satisfacci n materna, lo que permite incorporarlo al cuidado est ndar, sobre todo en pa ses en v as de desarrollo, en donde los recursos econ micos son escasos. Cabe destacar que en pa ses desarrollados tambi n es una buena alternativa de intervenci n, ya que favorece la humanizaci n del cuidado, al favorecer que la madre y el ni o no se separen.

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